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LIÇÕES DE LIDERANÇA DE JESUS

Entre tantos importantes líderes que fizeram história junto aos caminhos da humanidade nenhum foi e ainda é tão polêmico, inspirador, enigmático e conectado com o Universo como Jesus.

O personagem que tem, com certeza, a maior bibliografia literária, pois, sobre Ele, existem milhares e milhares de livros, e nenhum outro líder ainda superou em publicações o nome de Jesus.

Ele não nasceu para liderar: foi concebido para guiar pessoas, independentemente de suas origens, classes ou religiões. Eis uma das características que deu a Ele destaque dentro de um contexto onde, para liderar pessoas, era necessário ter domínio sob elas. Guiar pessoas foi o que Ele fez durante toda sua vida, guiá-las em suas mentes e corações para despertar nelas os mais nobres conceitos de existência.

Não fazia diferença entre os que lhe procuravam para solicitar ajuda, conselho ou, simplesmente, conhecê-lo. O importante é que a sua mensagem encontrasse um caminho extra nos olhares daqueles que lhe ouviam.

Sempre usando a melhor forma de falar universalmente de maneira individual, através das metáforas, que até hoje possuem um efeito diferente nos diferentes tipos de pessoas, e as conduzem a uma reflexão nobre e com esperança.

Seu estilo de conduzir não tinha aparatos: seu estilo de conduzir tinha sim um forte apelo nas palavras, na maneira de se fazer entender, e nunca possuiu um local ou hora especial para manifestar-se.

Respeitou seu antecessor, seu coach, João Batista, e seguiu uma linha de atuação anunciada, à qual foi impregnando com seu estilo próprio.

Como toda liderança é conduzida a encontrar respostas e, nessas buscas de respostas, criamos perguntas que abrem dúvidas em nosso íntimo, com Ele não foi diferente: solitário no deserto conhece seu lado sombrio e faz dele um impulso para permanecer fiel aos seus objetivos.

Reconhece seu potencial, mas vê a necessidade de montar uma equipe e busca pessoas com características frágeis, mas com um futuro glorioso de crescimento e um potencial a ser desenvolvido. Com doze homens começa a escrever um novo destino para o mundo.

Ao ser questionado pela própria Mãe em uma festa sobre a escassez de um produto, não se incomoda com o questionamento e ali faz um milagre: transforma a água em vinho. Seu instinto de liderança não via na escassez dificuldade, mas sim oportunidade.

Ao sentir que seu território estava sendo invadido por um mercado que poderia colocar em risco sua equipe e seus objetivos, lança-se contra esse mercado, expondo-o como uma deficiência de conduta e mostrando a importância de se manter lugares sagrados, em nossa casa e em nosso coração.

Em um dos muitos questionamentos que vivenciava, ensina Nicodemos que temos de renascer todos os dias: temos de abandonar algumas coisas para conseguirmos outras, afinal, ninguém chega a lugar algum com um pesado fardo. Mostra que pessoas têm de estar com seus corações e mentes abertas e não em estado de questionamento ou segurança para poderem crescer de alguma forma.

Nunca se autodeclarou Messias. Outros como João Batista, por exemplo, o fizeram. Liderança para Ele não era declaração: era ação transformadora.

Ao ser indagado na cidade de Samaria, ao lado do poço de Jacó, uma mulher lhe nega água por Ele ser Judeu e ela Samaritana, estas classes não se falavam. Ali Ele mostra que a água é importante, o produto é importante. Porém, aquilo que se faz com a água, com o produto, é o que realmente vale, pois quem toma água hoje poderá ter sede outra vez e quem aprende com a sabedoria estará pronto mais rapidamente para saciar a sede quando quiser. Um líder está sempre pronto a ensinar, mesmo quando jogado para escanteio.

Em Canaã, cura o filho de um oficial Romano, pois um líder não vê diferenças nas pessoas: apenas olha para suas necessidades.

Respeita as habilidades de seus liderados: um pescador continua sendo pescador, mas agora iria pescar coisas mais importantes, de pescador de peixes é transformado em pescador de homens. Líder não desabilita as competências das pessoas: ele as enobrece.

Percorria sempre por novas terras em busca de novas oportunidades de levar suas mensagem, de uma sinagoga até Cafarnaum percorrendo a Galiléia, seguia fazendo curas de paralíticos, leprosos... Deixando sua marca pelos caminhos que construía dia-a-dia, pois é assim que um líder constrói um caminho, diariamente.

Mostra para sua equipe que o sábado é feito para o homem e não o homem para o sábado. As estratégias e oportunidades que aí estão, são para nos servirem e não para nos escravizar podando nossas habilidades.

Lança seu código de conduta para toda sua equipe e seus liderados: para que possam ter um rumo em suas atividades de existência. Este código ficou conhecido como bem-aventuranças. Todo líder precisa estabelecer um código para suprir sua ausência e ao mesmo tempo fazer-se presente.

Um líder não vem para abolir, mas para aperfeiçoar as normas existentes através de métodos de reconciliação, começando pelos mais próximos a ele.

Condena os maus pensamentos, pois sabe o quão são perigosos para afastar as pessoas de seus próprios caminhos.

Não aprova fazer juramentos e promessas que não poderão ser cumpridas, e ainda prega o amor aos inimigos, orando por eles.

Entre a mão esquerda e a direita, a humildade precisa prevalecer.

Indica que as verdadeiras recompensas estão em nossos sacrifícios como pessoas, não como consumidores.

Não se serve a duas causas.

Olhe para dentro de você antes de olhar para as pessoas da equipe: tira o arqueiro de teu olho em primeiro lugar, antes de criticar os membros.

Constrói idéias, sentimentos, estratégias, planos sobre a rocha, não coloca projetos importantes em lugares frágeis ou situações complicadoras.

Sempre pronto a perdoar, até as mais graves faltas, mas um perdão sincero, não um perdão “esperto”.

Ensina a semear boas práticas no mercado e à sua equipe.

Sabe conduzir a equipe entre o joio e o trigo: distinguir entre as oportunidades e as ações sem resultado algum.

Estabelece não haver limites de dimensão dentro de uma equipe: hoje a pessoa pode ser pequena como um grão de mostarda, mas quando cultivada, com habilidade, será uma frondosa árvore.

Nunca omitiu um sincero elogio. Elogiou até a fé da mulher hemorrágica, atribuindo a ela sua cura e não a Ele: “Filha, tua fé de salvou”. Um líder não se faz salvador, ele ensina sua equipe a salvar-se.

É expulso ao pregar em Nazaré: expulso pelos seus, onde crescera, mas nem por isso desacreditou em suas metas e objetivos. Muitas vezes as pessoas mais próximas aos líderes são críticos ferozes, porém maior que a critica feroz tem de ser a crença em seus objetivos.

Transforma discípulos em apóstolos, eleva o nível daqueles que acreditaram em suas opções de existência, instrui com preciosas informações sua equipe de apóstolos para tempos de crise e tempos de glória.

Mais uma vez, diante da escassez, multiplica o pão: um líder é multiplicador e não centralizador.

Quando tentam proclamá-lo Rei, ele afasta os proclamadores: líder não é rei, é um indicador do reino.

Faz o impossível quando caminha sobre as águas, para mostrar que as coisas menos importantes, que parecem grandes podem ficar pequenas e tornarem-se possíveis de acontecer. Quando se faz um grande feito ele é uma luz às pequenas vitórias: fazer do impossível o possível encurta os caminhos.

Estabelece, com o Pai Nosso, uma ligação poderosa entre a cria e o criador, tornando-os unos, e mostrando a importância de agradecermos para sermos ouvidos.

Vê nas crianças a esperança do futuro.

Mostra-se, sempre, de abraços abertos para receber membros desgarrados da equipe, na parábola do filho pródigo.

Acredita que a verdade pela verdade converte as pessoas, fazendo de Zaqueu, um coletor de impostos, em seguidor de seus ideais: um líder converte, não impõe nem escraviza.

Mostra a importância da vigilância constante, em relação ao que uma equipe compromete-se a cuidar e fazer.

Ensina que talentos não podem ficar escondidos, precisam ser multiplicados e renderem frutos.

A conspiração contra uma equipe pode estar em todo lugar, até mesmo dentro da equipe, mas o compromisso da equipe com a causa tem de ser maior que a conspiração para torná-la ineficaz.

Ao lavar os pés de seus discípulos, o Líder mostra-se em termos de igualdade e coloca sua equipe em grau de enaltecimento, para que não se envaideçam dos poderes prestes a lhes ser atribuídos.

Sabe que em sua equipe há um traidor, um negador, mas nem por isso desfaz a equipe. Acredita que a equipe precisa vivenciar de tudo para gerar conhecimento e que certas experiências podem tornar as pessoas ainda mais fortes, foi neste momento que Pedro se fez rocha.

Seus princípios de Liderança criaram universidades nas principais praças do planeta, que antecederam as cidades, pois as cidades foram se formando aos poucos ao redor das igrejas. Sua imagem foi, é, e sempre será festejada pelos maiores pintores da história. Foi o primeiro líder do mundo a ser festejado em outdoors, através de sua retratação nas Naves das Igrejas.

É o líder do peito e do leito de seus liderados, pois muitos o carregam numa corrente no pescoço ou o tem ao lado da cama e o reverenciam antes de dormir.

O seu grande marketing não foram promessas vazias, buscas pessoais, vaidades ou interesses próprios. Foram os milagres em prol da equipe e sociedade que Ele realizava, entre os crédulos e os incrédulos, mas isto não fazia diferença: a diferença é que os milagres aconteciam diante dos olhos das pessoas.

Vendeu para sua equipe um mercado novo, que eles não poderiam ver nem tocar, que só poderiam senti-lo em seus corações. Este mercado tornou-se o mais expansivo mercado do planeta nos dias de hoje: o mercado da fé. Colocou-se como um Intermediário, apenas, entre o ponto de partida e as grandes conquistas.

Sempre pregou que qualquer um de sua equipe poderia ser como Ele: jamais tirou responsabilidades de seus liderados atribuindo-lhes poderes para as realizarem. Através destes poderes e responsabilidades seus liderados imortalizaram seus feitos através de um Livro que completou velhas lições do Velho Testamento com o título de Novo Testamento, eis a Boa Nova, o Evangelho segundo Jesus.

Não usou de poder para influenciar pessoas ou fazê-las segui-lo ou aceitar e vivenciar suas idéias: apenas influenciou as pessoas com a verdade oculta em seus próprios corações.

Ao ser humilhado, ao ser ferido, ao ser julgado, o líder mantém seus princípios e valores: é fiel ao que acredita, pois mesmo que um líder seja derrubado pelo mercado, suas idéias nunca poderão ser removidas das mentes que Ele conquistou.

Mesmo que o Líder se vá, se suas idéias permanecerem, Ele irá ressuscitar todos os dias, através dos tempos, pois sua gestão foi baseada no servir e o grau de sacrifício que fez por sua equipe determinou o grau de crença de sua equipe para com Ele, criando assim duas gerações de gestão: antes Dele e depois Dele.

E assim, todos os anos, duas vezes ao ano, um terço da organização com a qual Ele atuou, o Planeta Terra, comemora e relembra o nascimento de sua gestão e os momentos de serviço, lições e sacrifício que Ele deixou.

Cesar Romão
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